Voto impresso no Brasil em 2022 é possível? Presidente do TSE comenta o assunto

Ministro Luís Roberto Barroso acredita que seria um retrocesso

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09 de novembro de 2020 – Em meio à eleição presidencial nos Estados Unidos, passou a circular opiniões favoráveis e contrárias quanto a possibilidade de voto impresso no Brasil. Afinal, haveria a chance de ocorrer essa mudança? Confira aqui o que diz o presidente do Tribunal Superior Eleitoral sobre o assunto.

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O voto impresso é considerado por uns como uma modelo mais confiável do que a urna eletrônica brasileira, enquanto outros discordam e acreditam que é mais fácil de ser manipulado, e que o atual sistema de votação brasileiro é moderno e um exemplo para outros países.

Voto impresso no Brasil em 2022 é possível? Presidente do TSE comenta o assunto
Voto impresso no Brasil em 2022 é possível? Presidente do TSE comenta o assunto (Foto: Divulgação / STF)

Sem opinar sobre a confiabilidade ou não do voto impresso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso comentou sobre o assunto durante entrevista coletiva na última sexta-feira (06), quando ainda acontecia, depois de vários dias, a contagem de votos nos Estados Unidos.

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A apuração de todos os votos válidos na eleição presidencial norte-americana durou quatro dias e foi a mais longa desde 2000 no país.

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Voto impresso no Brasil em 2020 é possível?

Sobre o assunto, o ministro Barroso comparou o retorno ao voto impresso como um retrocesso descartando a possibilidade.

Para ele, o único fator que lhe incomoda em relação às urnas eletrônicas brasileiras é o elevado custo para a realização de cada eleição após dois anos.

“Retornar ao voto impresso é um retrocesso, é como comprar um videocassete. Meu único incômodo com as urnas é o custo delas. Temos 500 mil, custa 700 milhões de reais, a cada eleição temos que trocar 100 mil delas”, explicou o ministro, durante entrevista no 8º Fórum Liberdade e Democracia, em Vitória-ES.

Além disso, em uma entrevista à emissora Globo News, o mesmo ministro afirmou que a época das fraudes eleitorais no Brasil acontecia no passado e não na era das urnas eletrônicas.

“Eu sou juiz, lido com fatos, provas e não dou muita bola para retórica eleitoral. Só lembraria que no tempo de voto de papel é que havia fraudes. A história do Brasil era história de queixas eleitorais desde a República Velha. Não tenho nenhuma razão, ninguém deve ter nenhuma razão para desconfiar da urna eletrônica”.

Presidente Jair Bolsonaro se posiciona como favorável ao voto impresso

O assunto sobre voto impresso nas eleições de 2022 foi levantada, sobretudo, após manifestações feitas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) durante transmissão ao vivo nas redes sociais.

Na tradicional live das quintas-feiras, Bolsonaro afirmou que defende a adoção de um sistema eleitoral “confiável” para as eleições de 2022, que seria o voto impresso.

“O estudo está bastante avançado. Queremos, no ano que vem, mergulhar na Câmara e no Senado para que a gente possa realmente ter um sistema eleitoral confiável em 22”, disse o chefe do executivo no país.

O presidente também citou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF).

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A PEC 135/2019 sobre o seguinte:

“na votação e apuração de eleições, plebiscitos e referendos, seja obrigatória a expedição de cédulas físicas, conferíveis pelo eleitor, a serem depositadas em urnas indevassáveis, para fins de auditoria”, diz a ementa da proposta, que pode ser lida na íntegra no site da Câmara dos Deputados.

Portanto existe uma divergência entre poderes da república quanto à presença de votos impressos. Mas o que se tem para o momento, é que não existe esta possibilidade para as próximas eleições, que já estão muito próximas. Mas o debate político deve continuar para o próximo ano.

 

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