Agronegócio pode registrar maior aumento do PIB dos últimos 20 anos

E setor deve continuar crescendo em 2021

Em meio à pandemia, um setor segue no sentido inverso à recessão é o Agronegócio. Assim, o PIB do agronegócio brasileiro deve ter alta de 9% no somatório do ano, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Esse índice é o maior registrado desde 2000, quando a produção do setor teve um aumento de 8,27%.

Em 2021, o setor do agronegócio continuará aquecido. O crescimento previsto é menor do que para este ano, mas, ainda assim, é animador, de 3%, isso porque os preços devem subir menos no próximo ano e o dólar deve se manter em um patamar alto, mas estável.

Agronegócio / Fonte Pixabay
Agronegócio / Fonte Pixabay

O que explica o crescimento do PIB do Agronegócio?

O crescimento do valor do PIB deve-se ao fato de as exportações de commodities terem se beneficiado com a alta do dólar, que chegou a beirar os R$ 6, e se mantém acima de R$ 5 desde março. Além disso, o pagamento do Auxílio Emergencial manteve a demanda aquecida no mercado interno, porque as famílias direcionaram os recursos totalmente para o consumo.

O agronegócio corresponde, em média, por 20% do PIB brasileiro, ou seja, tudo que o país produz. Em 2019, o setor alcançou R$ 1,55 trilhões. Neste ano, com o aumento estimado de 9%, o agronegócio deve somar em torno de R$ 90 bilhões a mais.

Portanto, um alívio para a produção nacional que tem previsão de fechar o ano com queda de 4,5%, segundo anunciou o Ministério da Economia, mas esta estimativa é mais otimista que as anteriores, quando chegou-se a especular que o PIB cairia 5,5% em relação a 2019.

Otimismo para o PIB do Agronegócio em 2021

O cenário segue otimista para 2021. A CNA prevê um aumento de 3% na soma das riquezas geradas pelo Agronegócio no próximo ano, sendo que esse índice é considerado muito positivo, tendo em vista que a maioria dos setores vem de resultados negativos e lutam para retomar o crescimento.
No entanto, a entidade salientou que, é preciso aguardar os efeitos do evento climático La Niña, que deve afetar a produção na região Sul e ter impacto nos preços. “Não vamos deixar de ter uma safra recorde, mas poderíamos ter uma safra muito maior, não fosse a questão climática”, salientou o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi.

A principal preocupação é com o preço do milho, um insumo básico para a alimentação do gado e ,portanto, pode afetar o preço da carne. Fique por dentro dos rumos do Agronegócio brasileiro. Saiba tudo em FolhaGo!

Comments
Loading...