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Soja deve manter o ritmo de produção, porém com estoque limitado

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Lavoura de soja em Cruz Alta (RS) – REUTERS/Inaê Riveras.

A soja é uma das commodities mais exportadas pelo agronegócio brasileiro. O panorama mais atual de ofertas e demandas, divulgado pela consultoria em agronegócio SAFRAS & Mercado, reflete o caminho para elevação das exportações e aperto nos estoques até o fim do ano. Já para 2021, a perspectiva é de aumento no carryover, no entanto, com a manutenção do grande volume de soja a ser embarcado. 

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Para se ter uma ideia da expressividade desse setor, o plantio de soja, no estado de Mato Grosso (MT), avançou 1,18% ao longo desta semana e atingiu 99,65% de área esperada, superando a média histórica para o período à medida que se aproxima da conclusão. No mesmo momento da safra anterior, os trabalhos também atingiam 99,65%, enquanto a média de cinco anos para o período é apurada em 98,33%. 

A projeção de exportação de soja para 2020 é de 82,8 milhões. Em setembro deste ano, no último levantamento realizado, os indicativos eram de 82,5 milhões de toneladas para as duas temporadas. Vale dizer que, os indicadores descrevem que, as exportações para o próximo ano projetam a produção em torno de 83 milhões de tonelada. 

Com previsão de crescimento de 2% para a temporada de 2021, estima-se uma oferta total de 133,853 milhões de toneladas. A consultoria projeta a demanda total em torno de 132,3 mi de toneladas,. Dessa forma, isso representa um aumento 736% do estoque final, ou seja, sairá dos atuais 186 mil para 1,553 mi de toneladas, no início do próximo ano. 

A SAFRAS ainda realizou pesquisas em cima da produção do farelo de soja. Ela trabalha com uma produção 34,98 milhões de toneladas, com aumento de 2%. Metade desse quantitativo será para consumo interno e, a outra metade, para o mercado interno, ambos com projeção de crescimento de 2%. Os estoques deverão subir 9% configurando 1,603 mi de toneladas.

A produção de óleo de soja subirá 2% para 9,2 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 800 mil toneladas, com queda de 27%  em relação ao ano anterior. O consumo interno deve subir de 8,31 milhões para 8,62 milhões de toneladas. O uso para biodiesel deve subir 6% para 4,5 milhões de toneladas. A previsão é de estoques caindo 57% para 97 mil toneladas.

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Na contramão desse cenário, a consultoria ARC Mercosul reduziu a previsão em cerca de 800 mil toneladas e estimou que a produção deve atingir apenas 128,34 mi de toneladas de soja, devido aos efeitos da seca nas lavouras de oleaginosas, fator negativo que também pode atingir as expectativas com o milho.

EXPEDIÇÃO SAFRA 2019 – URUGUAI – COLHEITA DE SOJA – Sebastian Fernandez, de Mercedes. FOTO: MICHEL WILLIAN/GAZETA DO POVO – 12.04.2019.

A ARC Mercosul diminuiu a projeção da área total de plantio de 38,25 milhões de hectares, ante 38,43 milhões de hectares vistos anteriormente. Apesar dos produtores conseguirem contornar os efeitos da seca, a consultoria acredita que a produtividade será a mesma do outro ano.

Em entrevista à Reuters, o diretor da entidade, disse que “em Mato Grosso, principal estado produtor da oleaginosa, as chuvas de setembro, necessárias para dar a largada na semeadura, ficaram 75% abaixo da média do ano passado, quando a temporada já teve um início mais seco”, explicou.

Com isso, uma parcela das primeiras lavouras plantadas em 2020/21 não se desenvolveu e os produtores precisaram realizar replantio.

Por fim, explicou que os preços estão bons e, mesmo com os riscos, os produtores pensam em aumentar a área plantada.

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