Criptomoedas: Sanções sobre corretoras visa mais segurança nos EUA

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Joe Biden está empenhando em confrontar os ataques conhecidos como ransonwares. Na última semana de outubro um grupo efetuou cerca de 30 ataques, que afetaram empresas de comunicação, tecnologia, e transportes. Mas como estas sanções afetam as criptomoedas? O FolhaGO esclarece tudo neste sábado, (27) de novembro.

Ransonware é uma forma que hackers usam para extorquir vítimas digitalmente. Um malware acessa o dispositivo e o bloqueia, criptografando todos os arquivos. A partir disso, o usuário tem que pagar a taxa exigida para resgatar (daí vem o “ranson”) o seu aparelho.

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Os ativos podem enfraquecer sanções nos EUA

As criptomoedas ficaram no centro das sanções nos últimos tempos, pois elas formam um cenário ideal para ransonwares. Isso se dá pelo fato de sua proposta inovadora de descentralização, o que pode tornar o trabalho de hackers mais simples. Não seria a primeira vez que as criptomoedas estariam no foco dos debates do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Contudo, em nenhum momento há a intenção de criminalizar as criptomoedas ou bloquear o seu uso. Assim, a preocupação do país é garantir a segurança e evitar mais extorsões digitais. Estima-se que mais de US$ 200 milhões tenham sido levados em ransonwares em 2021.

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As criptomoedas, principalmente o Bitcoin, são normalmente usadas para as negociações nesses ataques. Os criminosos escolhem esse meio pela dificuldade de rastrear as transações e todos os seus detalhes, principalmente o destino. Como os Estados Unidos não podem mudar o Bitcoin, resta apenas recorrer às exchanges.

Corretoras responsáveis por fornecer estrutura

Embora as criptomoedas sejam as ferramentas de maior destaque nesses ataques, o país está de olho nas corretoras que facilitam o processo a criminosos. As sanções, desse modo, vêm com o efeito de bloquear todos os ativos no nome da corretora em ação. Além disso, qualquer cliente fica proibido de fazer negociações na exchange.

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Dessa vez, entre as sanções está a corretora Chatex, e três empresas suspeitas de fornecer suporte: Chatextech SAI, da Letônia; IZIBITS OU, da Estônia; e a Hightrade Finance, de São Vicente e Granadinas. As investigações mostram que a Chatex tem relação direta com a corretora Suex, corretora sancionada em setembro.

Além dessas empresas, há também duas pessoas que estão sendo investigadas, um russo e um ucraniano. Ambos estariam coordenando os ransonwares que atingiram os Estados Unidos na última onda de ataques. Vale lembrar que esta não é uma medida contra as criptomoedas, mas uma forma de aumentar a proteção nos EUA.

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