Como vacinar pets: veterinária Bruna Hermes orienta

A proteção para pets também é importante e não pode esquecer de vaciná-los

Pets e vacinas. Já que estamos em tempos em que só se fala de pandemia e vacinas, não poderíamos deixar de falar sobre as vacinas dos nossos pets. É sobre isso que hoje  a veterinária Bruna Hermes vai explicar. Continue lendo o texto até o final e fique sabendo como vacinar pets.

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A importância das vacinas para os pets

Pets
Tantos os cães como os gatos devem se vacinar contra certas doenças. Foto – Ciclovivo

Tanto os cães como os gatos devem se vacinar contra certas doenças.

Atualmente existem dois tipos de vacinas no mercado pet:

  • as vacinas éticas, ou essenciais, conhecidas popularmente como “importadas”;
  • vacinas não-éticas, ou não-essenciais, conhecidas popularmente por “nacionais”.

Sendo assim, as vacinas “nacionais” são de venda livre. Ou seja, não tem um controle ou fiscalização de qualquer órgão governamental.

Logo, as vacinas “importadas” são vendidas  pelos médicos veterinários e são utilizadas em clínicas, consultórios e hospitais veterinários, sendo garantido o correto armazenamento e manejo do produto.

Requisitos para vacinar pets com segurança

Primeiramente, entenda que as vacinas para os pets devem preencher alguns requisitos. Elas dão proteção contra doenças com alta letalidade ou elevada morbidade, além de desencadear imunização passiva por meio de estimulação de mecanismos humorais (produção de anticorpos) e/ou celulares (efeito de células específicas do sistema imune).

Em outras palavras, os animais precisam desenvolver mecanismos de defesa para não morrer ou ficar gravemente doentes, caso sejam contaminados com  os causadores da doença e/ou infecção.

Da mesma forma, a vacina deve ser capaz de produzir a modalidade de resposta imune requerida para os diferentes graus de proteção do animal.

E isso pode ser desde a prevenção da infecção por um patógeno até a redução da sua excreção. Nesse sentido, muitos são os fatores que interferem na eficácia de uma vacina animal.

Dentre eles, os principais fatores são a temperatura de conservação, o armazenamento, a data de validade, a manipulação e a aplicação por profissionais capacitados.

Como vacinar seu cachorro

No que diz respeito às vacinas para cães, há aquelas chamadas “polivalentes”, que protegem basicamente contra as seguintes doenças: cinomose, adenovírus tipo-2, parainfluenza, parvovírus, coronavírus e leptospirose. Ademais, temos ainda a vacina da gripe canina, da giárdia,  da leishmaniose e a da raiva.

Ademais, ainda leia: Vacinação dos gatos: entenda a importância para a saúde animal

Vacina para os gatos

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Saiba quais as vacinas os gatos devem tomar Foto – Petlove

Já para os felinos, há a vacina conhecida por “tríplice felina” (V3), que protege contra rinotraqueíte, panleucopenia e calicivirose; existe também a “quádrupla felina” (V4), que imuniza contra as três doenças citadas acima, além da clamidiose.

Ademais, existe a vacina “quíntupla felina”, sendo essa a mais completa até agora existente, protegendo contra rinotraqueite, panleucopenia, calicivirus, clamidiose e leucemia felina V5. Importante também que se faça a vacinação do felino contra a raiva.

Saiba a importância do Protocolo vacinal 

Nesse sentido, o protocolo vacinal de cada animal é estipulado pelo veterinário, de acordo com cada pet.

Sobre os cachorros, a primeira dose de vacina deve ser feita a partir de 42 dias de vida, a segunda dose após 21 dias, e a terceira dose 21 dias após a segunda dose.

protocolo de vacina pets
o protocolo vacinal de cada animal é estipulado pelo veterinário| Crédito Cães Cia

Assim que é vacinado o pet fica imunizado a partir de 15 dias após a aplicação da terceira dose. Por isso, é fundamental que o animal não entre em contato com outros cães.

Dessa forma, quando passar 15 dias após a última dose da vacina “polivalente”, podemos vacinar o cão contra a raiva.

Vacina nos gatos é diferentes que dos cães

O esquema vacinal dos gatos é um pouco diferente, variando de acordo com a escolha do tutor. Além disso, para fazer a vacina tríplice, ou a quádrupla, a primeira dose pode ser feita a partir de 9 semanas de vida. No caso, a segunda dose pode ser feita pelo menos 3 semanas após a primeira.

Contudo, com 12 semanas de vida poderá ser feita a vacina da raiva. Dessa forma, ao escolher a quíntupla,  a primeira dose  pode ser feita a partir de 8 semanas de vida; já a segunda dose é realizada 3 semanas depois.

E na pandemia, pode vacinar os pets?

Logo de início, vale ressaltar, que na pandemia não podemos esquecer de manter em dia nossa saúde bem como a dos pets.

Portanto, cabe ao tutor verificar o calendário do seu animal e conferir com o veterinário se está tudo em ordem.

Ademais, mesmo que não haja as ações das prefeituras, com as campanhas para vacinar animais, as vacinas podem ser aplicadas nas clínicas e pet shops. Esses serviços estão funcionando normalmente.

Afinal, vacinar é um ato de amor. Pois, além de prevenir diversas doenças, proporciona bem estar e qualidade de vida aos nosso pets.

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