Tráfico de animais silvestres cresce na pandemia e criminosos atuam via internet

As redes sociais tornou-se uma aliado para venda de animais silvestres

O Blog Pets do Folha Go desta quarta-feira, 18/02, mostra que os casos de tráfico de animais silvestres cresceram durante a pandemia, além disso o número de maus tratos aos animais ultrapassam os R$51 milhões. Infelizmente, este é mais um dos números tristes ocasionados pela pandemia da Covid-19. 

Portanto, leia também: Veja uma lista de animais silvestres permitidos pelo IBAMA no Brasil

Cerca de 16.411 animais foram apreendidos pela Polícia Ambiental
Tráfico de animais silvestres estão sendo comercializadas nas redes sociais- Divulgação/PM Ambiental de Arinos (MG)

Mesmo com a pandemia, os criminosos não estão deixando de atuar, e fazem o comércio destes animais através das redes sociais. Sendo assim, o tráfico de animais silvestres cresceu muito, principalmente usando a internet para realizar a venda destes animais. 

Durante a pandemia o tráfico de animais silvestres cresceu no Brasil

No período de janeiro a novembro de 2020, a delegacia de proteção animal, registrou no Rio de Janeiro e em São Paulo. Cerca de 26,5% de infrações relacionadas ao tráfico e aos maus tratos animais, e neste período foram quase 14 mil casos, e a Polícia Ambiental apreendeu 16.411 animais.

Dessa forma, o Ibama aplicou autos de infrações que somam multas que ultrapassam os 51 milhões de reais.

Entretanto, a Polícia Civil do Rio de Janeiro continua investigando o tráfico de animais silvestres, principalmente por meio das redes sociais. 

Logo, não é difícil encontrar nas redes sociais vendedores anunciando a venda de animais silvestres, isso mostra o quanto eles são audaciosos.  E não tem nenhum tipo de preocupação com a fiscalização.

Falta de fiscalização 

Para especialistas está situação se torna grave, visto que existe uma falta de fiscalização e penas severas para impedir ou evitar, e controlar a prática ilegal de venda de animais.

Um crime como este de acordo com a legislação prevê prisão de um ano e seis meses de detenção, e multa com valores que podem variar entre R$500 e R$5 mil por animal. 

Contudo, especialistas ambientais ressaltam a importância da conscientização, pois esta acaba sendo a única arma para prevenir este tipo de crime.

Aliás o tráfico de animais silvestres é cruel, e a população deve saber que muitos deles já morreram durante o trajeto para chegar na casa dela, e elas não devem financiar este crime. 

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Criminosos estão usando as redes sociais para comercializar animais silvestres
Criminosos estão usando as redes sociais para comercializar animais silvestres – Foto: Divulgação

Combate ao Tráfico de Animais Silvestres

A Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), é uma organização que rastreia vendas e a movimentação de espécies para o exterior.

A organização usa as redes sociais contra os criminosos, e em 2019, eles denunciaram cerca de 3,5 milhões de anúncios no WhatsApp e Facebook. 

A iniciativa garantiu a organização muitos elogios e prêmios internacionais pela sua abordagem de rastrear o comércio ilegal de milhões de animais.

Vale ressaltar que muitos destes animais capturados, vendidos e transportados, sobretudo, são vendidos para o exterior, muitos deles não conseguem chegar vivos. 

Desdobramento

Dessa maneira, eles sofrem abusos, ficam com fome e são tirados do seu habitat natural. Além disso  eles acabam morrendo no trajeto e essa ação é uma tragédia para a biodiversidade brasileira.

Os dados apontam que está crescendo o número de tráfico dos animais silvestres na pandemia e  o pior é que estão em extinção. E essa ação pode afetar a saúde dos indivíduos devido ao desequilíbrio da natureza.

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