Auxílio de R$ 250 é um tapa na cara do brasileiro, diz senador Kajuru

Senador cobra cooperação de todas as partes para aumentar valor do benefício

O valor do auxílio emergencial que será pago a partir do mês de abril continua causando polêmica, com críticas sobre a grande redução em relação às cotas que foram repassadas à população em 2020. Para o senador Kajuru, o auxílio de R$ 250 é insuficiente.

Enquanto o auxílio emergencial em 2020 teve valores iniciais de R$ 600 e R$ 1.200 (para famílias com mães solteiras), o benefício retorna em 2021 com pagamentos que vão de R$ 150 a no máximo R$ 375.

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Com a redução drástica nas cotas tanto para famílias biparentais, como também para mães solteiras, questionamentos pairam sobre o teto previsto pelo governo para realizar o auxílio em 2021, principalmente pela população, mas também no Congresso.

Auxílio de R$ 250 é um tapa na cara do brasileiro, diz senador Kajuru
Auxílio de R$ 250 é um tapa na cara do brasileiro, diz senador Kajuru (Foto: Agência Senado)

Senador Kajuru faz críticas ao auxílio de R$ 250

Entrevistado pelo jornal da Cidade, Kajuru criticou a redução no valor médio pago para os trabalhadores informais em 2021 e citou como solução um ‘corte na própria carne’, principalmente no Congresso Nacional.

A sugestão do senador é que o Congresso opere com 50% do orçamento previsto para 2021, repassando o restante para combater a pandemia.

“Deveria partir de todos os segmentos para voltarmos ao auxílio emergencial de R$ 600. Pagar R$ 250 para mim é um tapa na cara da sociedade brasileira, que está desempregada, sem escola, sem comida, sem emprego e os empresários que estão quebrados, falidos. Digo a essa parte da sociedade brasileira, que é gigantesca. Quando falo todas as partes, é cortar na própria carne. O governo teria de cortar na própria carne os seus gastos, o Congresso Nacional, em especial, e eu fiz uma proposta para o Congresso aceitar gastar somente 50% do seu orçamento e passar o restante para o enfrentamento à pandemia. Poderia ser, inclusive, somente durante a pandemia, e depois voltaria a ser o que era”.

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Kajuru relata que a proposta feita foi de forma provisória, mas que acredita que o Congresso poderia funcionar com metade do que gasta atualmente de forma definitiva.

“Para mim, deveria ser definitivo o corte na carne de vereadores até o presidente da República. Geraria a maior economia da história do país se no Congresso Nacional os parlamentares custassem apenas 50% do que gastam e do que custam para os cofres públicos.

Judiciário também deveria ter corte de gastos para ajudar a população, diz Kajuru

Na opinião do senador, Governadores e Judiciário também deveriam reduzir seus custos para ajudar a aumentar o valor do auxílio.

“Os governadores fariam sua parte também, evidentemente, empresários, o juridiciário. Sabemos o custo do judiciário brasileiro, em especial o Supremo Tribunal Federal. Entre todos os privilégios, além da alimentação até os vinhos internacionais, tem até o auxílio emergencial. Como pode 11 ministros cada um ter 220 funcionários? Ter alguém só para colocar a toga e receber R$ 12 mil. Há um desrespeito ao cidadão brasileiro, falta de amor à pátria amada. Se houvesse esse amor à pátria amada, todas as partes poderiam ajudar o presidente Bolsonaro, e ele seria a parte maior evidentemente, e possibilitaríamos sem problemas o auxílio emergencial de R$ 600. Ele (Bolsonaro) já fez sozinho, sem contar com ajuda de ninguém. Agora que se fala em empresários querendo ajudar, em especialmente os banqueiros, que continuam tendo lucros extraordinários”.

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