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Operação Colarinho Branco: ex-Prefeito de Firminópolis é preso suspeito de desvio de verbas para combate à COVID-19

Há suspeita de que o ex-Prefeito integra um esquema que só em dezembro desviou mais de R$300 mil das verbas da saúde

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As notícias ruins envolvendo o dinheiro destinado ao combate à COVID-19 não param de chegar. Na tarde dessa terça-feira (26), a Polícia Civil de Goiás cumpriu o mandado de prisão do ex-Prefeito de Firminópolis. A ação se deu como desdobramento da Operação Colarinho Branco. A polícia criou essa operação para investigar possíveis desvios das verbas liberadas para a saúde pública.

A Operação Colarinho Branco viu seu trabalho ameaçado pelos acusados. E o ex-Prefeito de Firminópolis foi alvo da prisão, porque a Polícia Civil de Goiás argumentou que ele estava tentando atrapalhar as investigações. Por isso, a justiça decidiu pelo encarceramento dele. Trata-se, portanto, de prisão temporária. Em virtude disso, mais cinco pessoas tiveram a prisão preventiva decretada. Todas pelo mesmo motivo.

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Sendo assim, a Polícia Civil de Goiás espera desenvolver as investigações sem empecilhos. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, os suspeitos estavam tentando atrapalhar de todas as maneiras. A reação dos agentes públicos foi necessária. Pois, esse tipo de intromissão pode comprometer toda a investigação.

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Entenda o caso investigado pela Operação Colarinho Branco

Todo o imbróglio em torno do desvio de verbas para combate à COVID-19 começa com a decretação do estado de calamidade pública. O Governo Federal, os Estados e os Municípios o fizeram para desburocratizar o combate à pandemia. Na prática, a ideia era tornar mais fácil a liberação de dinheiro para a saúde pública. Entretanto, essa foi uma porta escancarada para a corrupção.

De acordo com as investigações, políticos e empresários começaram a arquitetar maneiras de desviar os recursos da saúde pública. E se percebeu o cometimento de muitas irregularidades. A Polícia Civil de Goiás elencou alguns desses crimes, por exemplo, como:

  • Peculato;
  • Fraude a licitações;
  • Corrupção ativa e passiva;
  • Associação criminosa.

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A denúncia contra o ex-Prefeito de Firminópolis e os demais envolvidos é pesada, conforme indicam as investigações. Portanto, o pedido de prisão de fato possuiu fundamento. Com isso, o trabalho de investigação se torna menos complicado.

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Mensuração dos valores desviados

Ao falar sobre os valores desviados pela organização criminosa, o delegado foi enfático. Não é possível mensurar ao certo, ainda, qual foi o montante. Mas já se sabe que somente em dezembro foram mais de R$300 mil. Dessa maneira, é possível se ter uma ideia do rombo provocado pela organização criminosa. A equipe da Operação Colarinho Branco trabalha com a possibilidade de um aumento substancial com o aprofundamento das investigações.

A experiência com as mazelas da administração pública são suficientes para dar parâmetros a esses desvios. Infelizmente, o que se descobriu é apenas o começo. Afinal, trata-se somente do que foi desviado no mês de dezembro. Os entes da federação já estavam gastando vultuosos valores com a saúde pública desde o primeiro semestre. Ou seja, o resultado de maneira alguma poderá ser positivo.

Em termos gerais, o que a sociedade pode esperar é por um desvio milionário, se confirmadas as suspeitas da Polícia Civil de Goiás. Mais uma vez se verá o péssimo uso da verba para a saúde pública. Um dinheiro que deveria ser utilizado para conter o avanço da COVID-19. Porém, foi utilizado para outras finalidades, conforme indicam as investigações.

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