Médico da CBF diz que os clubes relaxaram com a Covid-19; entenda

Para o médico da CBF Jorge Pagura, o descuido está refletindo o que acontece no país

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Com o aumento da Covid-19 durante o campeonato brasileiro, o médico Jorge Pagura afirma que os clubes relaxaram com as medidas de proteção. E devido a esse aumento recente do coronavírus entre jogadores dos times do Campeonato Brasileiro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) irá apresentar um relatório até o dia 20 de novembro.

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Seu objetivo é comprovar que não tem como definir se a contaminação dos atletas está sendo feita durante os jogos ou em outro lugar.

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Levantamento dos dados

Médico da CBF diz que os clubes relaxaram com a Covid / Reprodução: @Clinicapagura
Médico da CBF diz que os clubes relaxaram com a Covid / Reprodução: @Clinicapagura

O site g1.globo fez um levantamento na quarta-feira (18)  com o resultado de que 55 atletas de 10 clubes da Série A foram afastados por Covid-19.

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Na semana passada eram 43 atletas, e o time que liberou a estatística, foi o Palmeiras com 15 atletas. Desta forma os clubes pressionam a CBF em relação ao protocolo.

CBF: Protocolo

O protocolo que está sendo utilizado pela CBF no combate a Covid-19 voltou a ser criticado pelo Atlético-MG após ser confirmado, em uma segunda bateria de exames, cinco casos de jogadores infectados antes do jogo contra Athletico-GO às 19h de quarta-feira (18).

A CBF exige que um exame seja feito com 72 horas de antecedência do jogo e, se o clube não tivesse tido a iniciativa de fazer outro exame, os jogadores teriam entrado em campo contaminados, passando despercebido.

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Para o coordenador médico da CBF Jorge Pagura, esses novos casos são o reflexo do que está acontecendo em todo nosso país, com o aumento do número de pessoas que circulam em espaços públicos e privados.

“Cabe a cada clube se policiar, orientar seus jogadores, comissão técnica. Houve um relaxamento no país, no futebol também. Tem times que viajavam de voo fretado e trocaram para o de carreira. Se bobear, vamos pegar a doença”, disse Pagura à reportagem.

E para ele, os clubes são os responsáveis por orientar seus funcionários para cumprirem todas as normas de restrição na pandemia.

“Vamos apresentar o estudo, atualizado até a 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, no qual mostra que fizemos em mais de 100 mil horas de jogo 45 mil testes [em todas as séries] e não temos evidência de contaminação dentro de campo”.

Ele afirma que o rastreamento que foi feito pela CBF leva em consideração o histórico dos atletas durante o período de incubação. E que, na verdade, existe um tempo para os primeiros sintomas aparecerem, e que não há um consenso sobre esse período.

“Isto pode durar de quatro a cinco dias e em certos casos durar até 14 dias. Existem casos raros que duraram até mais”.

Exemplos

Jorge  Pagura deu alguns exemplos, como o do próprio Atlético-MG, e do time do Santos, que no jogo contra o  Internacional, no sábado dia 14 de novembro, teve o desfalque de dez jogadores e do técnico Cuca, todos com Covid-19.

Ele afirma que a equipe do Red Bull Bragantino foi monitorada por dez dias e não apresentou nenhum tipo de sintoma e ela foi adversária da equipe do Santos.

O Atlético-MG recebeu o Athletico-GO com 25 pessoas afastadas e infectadas, dentre elas o técnico Jorge Sampaoli, atletas e funcionários. Antes deste jogo, tinha enfrentado o Corinthians na Neo Química Arena no sábado dia 14 de novembro, vencendo o jogo por 2 x 1.

Jorge Pagura também disse que irá mapear o time do Corinthians.

“Estamos mapeando desde o time do Flamengo [adversário dos mineiros no dia 8 de novembro] e não há nenhum caso nesses dois elencos [Corinthians e a equipe carioca] até o momento”, afirmou Pagura. “O Corinthians tem dois jogadores, o Jô e o Mateus Vital, que já estavam diagnosticados com a doença [antes da partida]. Agora vamos seguir o Corinthians por dez dias.”

Pagura afirma que não há nenhuma reunião prevista para revisão do protocolo da CBF.

Ele afirmou que:

“O protocolo diz que os profissionais devem ser testados com 72 horas de antecedência. Não cabe mudar o protocolo por causa do que ocorreu com esse ou aquele clube”.

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