Como fica o Bolsa Família depois do auxílio emergencial? Veja o que se sabe

Ainda no primeiro semestre de 2020, o Programa Bolsa Família passou por uma de suas mais significativas mudanças: foi substituído pelo auxílio emergencial para a grande maioria dos beneficiários. Contudo, o auxílio será pago…

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Foto: Como fica o Bolsa Família depois do auxílio emergencial?/ Freepick
Foto: Como fica o Bolsa Família depois do auxílio emergencial?/ Freepick

Ainda no primeiro semestre de 2020, o Programa Bolsa Família passou por uma de suas mais significativas mudanças: foi substituído pelo auxílio emergencial para a grande maioria dos beneficiários. Contudo, o auxílio será pago somente até dezembro. Desse modo, como fica o Bolsa Família depois do auxílio emergencial? O Folha Go responde a essa e outras dúvidas nesta sexta-feira (12/11).

Como fica o Bolsa Família depois do auxílio emergencial? Saiba mais
Como fica o Bolsa Família depois do auxílio emergencial? Saiba mais – Imagem: Divulgação UOL
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O auxílio emergencial foi criado pelo governo como forma de amenizar os impactos negativos, para a população mais prejudicada pela pandemia: desempregados, trabalhadores informais, microempreendedores e beneficiários do Bolsa Família.

Como fica o Bolsa Família depois do auxílio emergencial

Iniciado em abril, o auxílio emergencial tem sido destinado para a população atendida pelo Bolsa Família.

No entanto, nem todos os participantes do programa assistencialista puderam receber o recurso. Os fatores comuns podem ser determinados da seguinte maneira:

  • Inconsistências cadastrais;
  • Membros na família já recebendo o auxílio;
  • Valor do Bolsa Família é superior ao valor do auxílio emergencial.

Desse modo, de acordo com o regulamento, em cada família só poderiam ser recebidas duas cotas do auxílio.

Além disso, o beneficiário do Bolsa Família teria acesso ao benefício de maior valor. Se este fosse o auxílio, o Bolsa passaria a ser substituído. Caso contrário, o usuário continuaria recebendo as parcelas do programa normalmente.

Esse último fator, determinava o não recebimento de dois benefícios simultaneamente, explícito por lei.

Nesse sentido, o governo divulgou ainda no primeiro semestre, que cerca de 95% dos beneficiários do Bolsa Família estavam recebendo o dinheiro do auxílio emergencial.

Embora essa porcentagem tenha diminuído ao longo desses 8 meses, muitos beneficiários do programa tiveram sua renda aumentada. Uma vez que as cotas de R$ 600 e R$ 1.200 pagas de abril a agosto e as cotas de R$ 300 e R$ 600, relativas à segunda prorrogação, representam valores bem acima da média do programa, que não ultrapassa os R$ 200.

Dito isso, muitos beneficiários se perguntam como fica o Bolsa Família depois do auxílio emergencial, mas o governo tem deixado o público confuso.

Futuro do programa ainda é incerto

O Bolsa Família atende pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza, que tenham uma renda mensal por pessoa de até R$ 178.

De acordo com a composição familiar, o valor do benefício pode variar. Porém, a média das parcelas varia em torno de R$ 200.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e sua equipe econômica chefiada pelo ministro Paulo Guedes, já demonstraram o interesse em ampliar o programa. O objetivo seria o de deixá-lo com as marcas da atual gestão.

Nesse sentido, o Renda Brasil seria o programa social que substituiria o Bolsa. Mas por falta de acordo entre as ideias de financiamento do novo programa, o presidente encerrou a discussão e disse que o Bolsa Família permaneceria até o final do seu mandato (2022).

Contudo, logo após essa declaração feita em 15 de setembro, o presidente autorizou que se criasse a Renda Cidadã, cujo relator é o senador Márcio Bittar (MDB-AC).

Portanto, podemos afirmar que o futuro do programa é totalmente incerto, pois por um lado o governo deseja mudá-lo, mas por outro, não se encontra uma solução viável.

✦ Finanças — Esta reportagem, publicada há 65 meses, é assinada por Daniela Marinho, colunista do Folha GO. Cearense de coração, sou formada em Filosofia pela Universidade Federal do Cariri e pós graduada em Letras. Há quase dois anos estou atuando como Redatora especialista em Produção de Conteúdo. Dessa forma, alinho duas paixões: a educação e a escrita. Essa afinidade se deve, em grande parte, ao meu amor pela literatura, sobretudo no que diz respeito às temáticas filosóficas, políticas, feministas e artísticas. Na música não é diferente: há dias de Belchior e dias de Led Zeppelin. Para sugestões, comentários e contato: (65) 99924-8700 - [email protected] Para acompanhar mais coberturas de Daniela Marinho, .

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