Por Renda Cidadã, governo pode desindexar salário de aposentados; saiba mais

Mudança atingiria aposentados e pensionistas que recebem acima de um salário mínimo

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Por Renda Cidadã, governo pode desindexar salário de aposentados
Foto: Por Renda Cidadã, governo pode desindexar salário de aposentados (Foto: Freepik.com)
Foto: Por Renda Cidadã, governo pode desindexar salário de aposentados (Foto: Freepik.com)

O governo federal estuda a possibilidade de desindexar salário de aposentados e pensionistas do INSS para criar o programa Renda Cidadã.

Antes de mais nada, explicaremos o significado de desindexar. Trata-se do ato de eliminar reajustes relacionados à variação de um valor de determinado elementos, como por exemplo salários.

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Ou seja, a desindexação de aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo significaria eliminar a correção automática no valor mensal recebido por esses cidadãos.

Essa correção, a rigor, refere-se à necessidade de manter o valor de compra do benefício, pois considera-se justamente a perda com a inflação do período.

Por Renda Cidadã, governo pode desindexar salário de aposentados
Por Renda Cidadã, governo pode desindexar salário de aposentados; saiba mais -(Foto: Freepik.com)

Assim, o valor mensal recebido por aposentados e pensionistas do INSS, que recebem mais do que um R$ 1.045, se tornaria fixo e não haveria aumento nem mesmo quando o valor do salário mínimo aumentasse. 

Mas, por que o governo quer desindexar salário mínimo de aposentados?

De acordo com o jornalista Gerson Camorotti, do G1 e Globo News, a ideia de eliminar reajustes nos salários de aposentados seria uma das propostas mais fortes para a fonte de financiamento do Renda Cidadã.

Vale lembrar que Renda Cidadã é o programa que vem sendo estudado pela equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para substituir o Bolsa Família.

A ideia é de que o novo programa social de transferência de renda atenda mais do que os 14 milhões de beneficiários que atualmente estão cadastrados e possua valor superior aos R$ 190 mensais pagos em média a cada família beneficiada.

Sendo assim, com uma proposta de atender mais pessoas e pagar um valor mais alto existe a necessidade de encontrar uma fonte de financiamento viável e dentro da constituição.

Por isso, técnicos da equipe econômica do governo trabalham intensamente para encontrar essa fonte, sem ferir benefícios atualmente pagos.

Aumento anual do salário de aposentados e pensionistas

A legislação federal impõe que anualmente o salário de aposentados e pensionistas do INSS, que recebem mais do que um mínimo por mês, tenham variação de acordo com o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

Em 2020, por exemplo, o governo precisou reajustar o salário desse grupo de trabalhadores aposentados e beneficiários do INSS em 4,48%.

Assim, o teto subiu de R$ 5.839,45 para R$ 6.101,06 a partir de janeiro de 2020. Mas não houve ganho nominal real, apenas se corrigiu a perda ocorrida durante o período. 

Para 2021, o INPC ainda não está definido.

Outras possíveis fontes de financiamento para o Renda Cidadã

Porém, é válido ressaltar que nenhuma definição sobre qual será a fonte de financiamento para o novo programa social do governo.

Outras possíveis fontes estão sendo estudadas, como por exemplo a aprovação de um projeto, no Congresso Nacional, que proíbe os “super salários” de servidores públicos.

Atualmente, a Lei impede que qualquer servidor público receba mais do que o teto de R$ 39,3 mil. Mas, com gratificações, bônus e horas extra, o valor facilmente passa desse valor para muitos funcionários da administração pública.

A ideia seria de incluir todos esses elementos dentro do valor definido para o teto.

Além disso, também é avaliada a possibilidade de acabar com deduções de despesas médicas e de educação no IRPF – Imposto de Renda de Pessoa Física – segundo Gerson Camarotti em contato com um integrante da equipe econômica.

De qualquer forma, as definições sobre este assunto só devem acontecer em 2021.

✦ Finanças — Esta reportagem, publicada há 66 meses, é assinada por Victor de Freitas, colunista do Folha GO. Nascido em Salvador, tenho 27 anos e possuo formação superior no curso de "Comunicação Social - com Habilitação em Jornalismo", pela Universidade Unijorge, de Salvador. Possuo também formação em cursos voltados para a área de "produção de conteúdo para a web" e "técnicas de SEO", pela Universidade Rock Content; além de curso sobre "jornalismo digital" pela Prime Cursos. Sou redator e editor em portais com temáticas de finanças, cidadania, economia, política, cultura e esportes. Atualmente, atuo nos portais Folha GO, Tecno Notícias, ecbahia.com e Arena Rubro-negra, como produtor de conteúdo para web e editor de textos. Contato profissional: [email protected] Contato do site: [email protected] Para acompanhar mais coberturas de Victor de Freitas, .

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