Tecnologia: Garoto americano gasta 16 mil dólares com jogo de Sonic

Podemos dizer que nos tempos atuais estamos presos à tecnologia por diversos motivos, e isso se incentivou com a atual pandemia. Nessa sexta-feira (18), a história é sobre um garoto chamado George e como…

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Sonic (Foto: Reprodução Somag News)

Podemos dizer que nos tempos atuais estamos presos à tecnologia por diversos motivos, e isso se incentivou com a atual pandemia. Nessa sexta-feira (18), a história é sobre um garoto chamado George e como ele conseguiu gastar mais de 16 mil dólares no Sonic.

As compras nos apps de jogos são comuns, porém, se deixarmos nossa conta sem os bloqueios para que não faça cobranças diretas podemos acabar em um verdadeiro pesadelo financeiro. Essa é a história de uma mãe e o seu filho George, continue a leitura para saber mais ao respeito.

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O Acontecido

George Johnson é um garoto de seis anos de idade que acumulou secretamente mais de 16.000 dólares de dívida em taxas de loja de aplicativos da Apple para seu videogame favorito, Sonic Forces – deixando sua mãe em estado de choque.

Enquanto trabalhava em casa durante a pandemia a corretora imobiliária Jessica Johnson de 41 anos, não percebeu que o mais novo de seus dois filhos tinha ido às compras em seu iPad.

Durante o mês de julho, George comprou anéis de ouro adicionais no Sonic. O que começou com anéis vermelhos de $1,99 dólares e subindo para anéis de $99,99 dólares, essa compra permitiu que pudesse acessar novos personagens e mais velocidade, gastando centenas de dólares de cada vez.

Suspeita de Fraude

Em 9 de julho, um dia em que Jessica estava trabalhando na sala ao lado, ela percebeu que havia 25 cobranças totalizando mais de $2.500. Porém, não suspeitou que fossem derivadas do Sonic de George.

Quando Jessica descobriu que a Apple e PayPal estavam retirando somas grandes da sua conta como: $562 dólares aqui, $601 dólares ali , ela assumiu que era um erro ou fraude e chamou o banco, e que estava sendo vítima de um fraude.

Ainda sem saber que tudo era obra do filho George, Jessica apresentou uma denúncia de fraude em julho quando sua conta chegou a $16.293,10 , mas não foi até outubro que ela foi informada pelo banco que as acusações eram realmente dela e ela precisava entrar em contato com a Apple.

Confusa com a situação ela entrou em contato com a Apple e, após eles apresentarem uma lista de execução ela viu milhares de vezes o símbolo do jogo Sonic e então ligou os pontos.

Sonic (Foto: Reprodução eBaums World Gaming)
Sonic (Foto: Reprodução eBaums World Gaming)

A resposta da Apple é que por não ter entrado em contato dentro de um prazo de 60 dias eles não conseguem realizar nenhuma devolução. Porém, ela não fez a reclamação porque ainda acreditava ser vitima de um fraude.

Jessica não recebeu nenhuma compaixão do agente de atendimento ao cliente, mesmo depois de confessar que não seria capaz de pagar a hipoteca de sua família.

Ela admitiu que não tinha colocado parâmetros preventivos em sua conta, porque não os conhecia. “Obviamente, se eu soubesse que existia uma autorização para isso, não teria permitido que meu filho de 6 anos de idade gastasse quase 20.000 dólares em taxas por anéis de ouro virtuais”, disse Jessica, cujo marido cuida das crianças em tempo integral.

Resposta do George

Quando Jessica explicou a George a totalidade do que ele havia feito, “Ele disse, ‘Bem, eu te pago de volta, mãe'”, Jessica lembrou.

Mesmo assim, ela acredita que a culpa é da Apple. Segundo a mãe, uma criança não tem como saber que está gastando dinheiro no mundo real, porque aparece apenas no jogo.

Ela agora está se esforçando para pagar a dívida dele. “Eu não recebi um pagamento de março a setembro”, disse a mãe, que trabalha por comissão. “Minha renda diminuiu em 80% este ano.

Seu conselho a outros pais: “Verifique suas configurações de segurança. Estou chocado que isto seja possível nestes jogos e que os dispositivos Apple não estejam pré-definidos para evitar isto”.

✦ Tecnologia — Esta reportagem, publicada há 63 meses, é assinada por Beatriz Ojeda Jimenez, colunista do Folha GO. Nascida na Cidade do México, mas há muitos anos no Brasil desde sempre curiosa pelos processos comunicativos e seu impacto no nosso mundo, principalmente no contexto globalizado, encontrou na redação uma forma de se expressar e de comunicar. Formada em Letras. Aluna do mestrado de linguística pela USP, felizmente casada e mãe de um menino incrível e de 2 gatos e 2 cachorros. Para acompanhar mais coberturas de Beatriz Ojeda Jimenez, .

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