Funcionários do Banco do Brasil fazem greve em protesto a plano de demissões

BB anunciou plano para 5 mil demissões voluntárias

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Neste mês de janeiro, o Banco do Brasil fez um anúncio para o mercado de que irá fechar 361 agências e demitir cinco mil pessoas, mas a divulgação não foi bem aceita pelos bancários, como era de se esperar, e rendeu em uma greve na última sexta-feira (29). Entenda hoje (30/01), mais detalhes sobre a paralisação das atividades no BB.

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Conforme anunciado durante esta semana, os bancários do Banco do Brasil não foram ao trabalho na sexta-feira. A mobilização atingiu todos os estados do país, após a ação ter sido aprovada durante uma ação em assembleia realizada em São Paulo, no último dia 26.

A mobilização foi gerada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, que, contou com a adesão dos sindicatos dos demais estados brasileiros. Assim,o mesmo fato aconteceu em diversas outras cidades do país.

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A reclamação é a mesma entre todos os funcionários: o plano de demissão voluntária que foi imposto pela instituição pública, que faz parte de um projeto de reestruturação do banco e foi aprovado pelo Conselho de Administração do BB.

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Funcionários do Banco do Brasil fazem greve em protesto a demissões
Funcionários do Banco do Brasil fazem greve em protesto a demissões (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Leia mais: O que é demissão voluntária? Entenda alternativa divulgada pelo Banco do Brasil

Funcionários do Banco do Brasil fizeram greve na sexta-feira (29) e projetam novas paralisações

O ato de paralisação das atividades no banco durou 24 horas, durante todo o dia 29 de janeiro de 2021. No entanto, não será o único. A previsão dos sindicatos é que novas ações com tom de greve aconteçam demonstram a insatisfação dos funcionários da instituição contra a medida que foi imposta.

Segundo os sindicatos, a adesão à paralisação é voluntária e é feita de acordo com o desejo do próprio funcionário da instituição.

“Mais uma vez, diante da atual conjuntura de desmonte e ataques aos direitos dos funcionários, os bancários do banco público da base do Sindicato reafirmaram a sua disposição para a luta. Todos iremos cruzar os braços, de agências ou departamentos, trabalhando presencialmente ou em home office. Juntos somos mais fortes”, explicou Adriana Ferreira, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e funcionária do BB.

Já no Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, a presidente Adriana Nalesso confirma que novas ações vão ser feitas.

“Num momento de profunda crise econômica, em meio à pandemia, o governo vai jogar no desemprego mais 5 mil famílias? Essa paralisação é apenas a primeira para deixar claro que não vamos aceitar isso”.

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Qual o intuito das paralisações?

Segundo a Comissão dos Funcionários do Banco do Brasil, a ideia dos atos de protesto é de tentar fazer com que a instituição aceite negociar com os trabalhadores.

Demonstrando toda a insatisfação contra a reestruturação que foi anunciada pelo Conselho de Administração do Banco do Brasil, os funcionários tentam mobilizar toda a classe em prol de benefício coletivo.

Contudo, é entendido que dificilmente haverá o resultado esperado. Isso porque, o BB já se mostrou motivado e empolgado com as novas mudanças que irão acontecer a partir do momento que o fechamento de agências e demissões de funcionários aconteçam.

Como será a reestruturação do Banco do Brasil?

Na nota divulgada para o mercado, o Conselho de Administração do banco informou que haverá:

“Desativação de 361 unidades, sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 Postos de Atendimento (PA);

Conversão de 243 agências em PA e outros 8 PA serão transformados em agências;

Transformação de 145 unidades de negócios em Lojas BB, sem a oferta de guichês de caixa, com maior vocação para assessoria e relacionamento;

Relocalização compartilhada de 85 unidades de negócios; e

Criação de 28 unidades de negócios, sendo 14 Agências Especializadas Agro e 14 Escritórios Leve Digital (unidades especializadas no atendimento a clientes com maturidade digital), com aproveitamento de espaços existentes, não envolvendo contratação ou locação de novos imóveis”.

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