Criptomoedas e blockchain chegam aos jogos on-line

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Hoje (25) de novembro o FolhaGO vai falar dos jogos ‘play-to-earn’ (P2E) que tem sido a grande atração do mercado de vídeo-games, chamando a atenção de muitos investidores. E é nesse cenário que criptomoedas e blockchain chegam aos jogos on-line.

Na categoria P2E, os jogadores ganham dinheiro para jogar, agora até em criptomoedas, num momento em que esses ativos digitais chegam a grandes altas.

O modelo de negócios e a atuação das criptomoedas

A princípio, os jogos podem parecer apenas diversão. Apesar disso, os investidores estão observando o mercado como uma forma de investimento.

Nesse sentido, os desenvolvedores não criam o jogo a fim de pagar a quem joga, mas de trazer os que querem jogar, ou seja, como um “mecanismo de incentivo”, afirma Felippe Percigo, CMO da Liqi.

Criptomoedas e blockchain chegam aos jogos on-line
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Segundo ele, à medida que os usuários ficam mais tempo na plataforma, eles ganham criptomoedas que, no mundo real, valem dinheiro.

Enquanto isso, o crescimento das criptomoedas amplia o uso pelo mercado. O Ether, por exemplo, que cresceu 434% em 2021, é utilizado no jogo CyrptoKitties.

Além disso, o jogo Decentraland, usa a Mana, a segunda criptomoeda com melhor ação em outubro, com alta de 334,81% no mês.

Já o Axie Inifiny, que utiliza a AXS cresceu cerca de 2.500%, de julho até a última sexta-feira (19), alcançando mais de 1,8 milhão de jogadores em outubro.

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São dados que animam o mercado. E de acordo com a última análise, na segunda (22) custavam US$ 4.232, US$ 3,87 e US$ 131,74, nessa ordem.

Nesse ínterim, Allan Augusto, analista da Mackenzie, diz que é importante dar espaço para quem deseje só comprar as criptomoedas, e não jogar.

No entanto, Tatiana Revoredo, do Insper, recomenda que só adquirem os ativos as pessoas que jogam, “já que vão entender completamente onde estão colocando seu dinheiro”.

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A operação e os riscos envolvidos

“A escolha por remunerar [os jogadores] trata-se de uma forma de atrair mais usuários, e permitir que [o jogo] seja autossustentável”, diz Allan.

“No curto prazo, é uma situação interessante para quem joga, e no longo prazo, pode assegurar a continuidade e desenvolvimento do jogo”, continua.

Ainda assim, há dois grandes riscos nesse movimento que merecem importância, de acordo com os especialistas.

O primeiro deles é o mecanismo de incentivo, que pode não ser bem estruturado. O segundo, o desenvolvimento dos jogos por quem realmente usa os blockchains.

À vista disso, Tatiana diz que os jogos precisam melhorar sempre, para que novos usuários sintam segurança para entrar na plataforma e comprar as criptomoedas.

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