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Escolas particulares de Goiás temem nova suspensão das atividades presenciais devido à segunda onda da Covid-19

Entidades de representação das instituições de ensino dizem que haverá falências e demissões

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O terror está se repetindo. É como se o filme da crise sanitária de 2020 estivesse voltando e conduzindo o estado de Goiás a um novo pico de contaminações e mortes por Covid-19. Frente a isso, o governo de Goiás afirmou que irá rever a autorização para retomada das atividades presenciais nas escolas particulares. Com isso, as entidades representativas tiveram uma forte reação nessa quarta-feira (27). Para elas, será um erro suspender as aulas novamente, pois as consequências poderão ser desastrosas.

De acordo com as entidades representativas, muitas escolas irão à falência com uma nova suspensão das atividades e demissões em massa seriam inevitáveis. Por isso, elas apelaram ao bom senso das autoridades sanitárias do governo de Goiás e esperam que não sejam tomadas atitudes nesse sentido. Elas afirma, inclusive,  que a proliferação da Covid-19 não está se dando em ambiente escolar. Para isso, apresentam dados que indicam que não houve contaminações nas escolas após a retorno das aulas presenciais.

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Esses são dados que se referem às escolas particulares, que são representadas pelas entidades que se manifestaram e não se trata de uma afirmação universal. Isso porque em outras localidades, infelizmente, aconteceram as infecções. Assim, há necessidade urgente de se analisar esse modelo adotado e de se fazer os ajustes necessários para garantir a segurança de todos. Embora a manifestação das escolas particulares seja bem fundamentada, é preciso se debruçar sobre o tema.

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A real situação das escolas particulares durante a crise sanitária da Covid-19

É notório que as escolas particulares estão sendo muito penalizadas com a crise sanitária da Covid-19 porque o fechamento das escolas, inevitavelmente, provoca queda de receita. Seja pelo abandono da escola ou pela pressão da família por redução nas mensalidades, o prejuízo existe. Por isso é compreensível a forte reação das entidades que se manifestaram. Essas foram a AIPEG e o SINEP/ GO, pois, na verdade, a sustentação das atividades se torna difícil sem os atendimentos presenciais.

Por esse motivo, essas instituições fizeram questão de ressaltar que as escolas particulares estão cumprindo com os protocolos de segurança. Afirmam, ainda, que se prepararam muito para essa retomada segura e também argumentam que no ambiente escolar não é difícil exigir o cumprimento das regras e, por fim,  afirmam que os alunos estão fazendo isso. Assim, diante de tantas exposições, questionam por que somente as escolas devem ser fechadas e o comércio (como bares e restaurantes) permanecem abertos.

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Ante o exposto, o presidente do SINEP, Ademar Amorim Junior, disse que faltam estudos em relação ao tema. Para ele, não se trata de uma decisão técnica aplicada. E seria necessário um olhar minucioso sobre a questão, a fim de se evitar uma injustiça contra as instituições de ensino particulares.

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Escolas terão que demitir e não terão dinheiro para o acerto

Conforme dizem os representantes das escolas particulares, uma nova suspensão das aulas presenciais terá efeitos calamitosos. Para eles, as instituições não suportarão voltar para atividades 100% remotas. Muitas delas – dizem – fecharão as portas e não terão dinheiro sequer para pagar o acerto dos funcionários. Por isso, o pedido quase suplicante ao governo de Goiás para que não adote essa medida.

Goiás é um dos estados mais atingindos pela Covid-19 atualmente. Seus indicadores mostram aumento constante de infecções, internações e óbitos. Esses estão em escala crescente todos os dias. Por essa razão, o governo busca formas de controlar a disseminação, mas ainda parece não saber como agir nesse sentido.

Nota de esclarecimento: O Presidente do SINEP, Ademar Amorim Junior, foi citado nessa reportagem como se tivesse afirmado que o Governo de Goiás estaria tomando decisões políticas em relação ao fechamento das escolas. Porém, o mesmo contactou a redação e pediu que isso fosse retificado, pois não foi o que disse. De acordo com ele, o governo está adotando medidas corretas de combate à pandemia. Ele apenas questiona a falta de estudos técnicos para se proceder a suspensão das aulas presenciais.

Confira: COVID-19: Governo de Goiás acende sinal de alerta no estado.

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