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Pedi demissão, quanto vou receber? Aprenda como fazer o cálculo das rescisórias

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Pedi demissão, quanto vou receber? Aprenda como fazer o cálculo das rescisórias - Foto: Doméstica Legal

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Pedi demissão, quanto vou receber? Essa é uma dúvida muito comum dos trabalhadores que tomam a iniciativa de terminar o vínculo de emprego. Assim, o Folha GO traz hoje, 31/01, informações completas sobre o cálculo das verbas rescisórias.

Cada tipo de rescisão possui suas próprias verbas. Dessa forma, o pedido de demissão também resguarda suas particularidades. Portanto, possui algumas verbas, como o Fundo de Garantia, que não se apresentam. Ao mesmo tempo, garante outras relevantes.

Também veja: Qual é o prazo para pagamento da remuneração de férias e abono solicitados?

Aprenda a fazer o cálculo das verbas rescisórias – Foto: Blog Tangerino

Pedi demissão, quanto vou receber?

O pedido de demissão ocorre quando o trabalhador demonstra vontade de dar fim ao vínculo com a empresa. Para isso, apresenta uma carta de demissão, garante algumas verbas e abre mão de outros.

Aviso prévio

Quando o trabalhador pedir demissão é possível que tenha que cumprir o aviso prévio. Quem decide isso é o empregador, que pode dispensar o período ou não. Ele é de 30 dias e gera ao trabalhador um salário.

Assim, somente corresponde à remuneração do período trabalhado após a apresentação do pedido de demissão. Caso o empregador exija o aviso prévio e o empregado se recuse, há desconto de um salário das demais verbas rescisórias.

Leia também: Aviso prévio trabalhado: Como funciona? Conheça as regras

Saldo de salário

Além disso, ao pedir demissão a soma de quanto vai receber também conta com o saldo de salário. Isto é, o valor proporcional do número de dias trabalhados no último mês do contrato de trabalho.

Dessa forma, basta dividir o salário por 30 e, após, multiplicá-lo pelo número de dias decorridos entre o início do mês e o dia da demissão.

13º salário proporcional

Ainda, o quem pedir demissão e se questionar “quanto vou receber?” deve considerar o décimo terceiro salário proporcional. Com isso, o colaborador tem direito a 1/12 do seu salário para cada mês em que houve a prestação de trabalho por no mínimo 10 dias.

Por exemplo, considere um trabalhador que prestou serviços até novembro de 2020. Nesse caso ele tem o direito a 11/12 do 13º salário.

Assim, é preciso dividir o salário por 12 e, depois, fazer a multiplicação pelo número de meses trabalhador por pelo menos 10 dias.

Quem pedir demissão soma em quanto vai receber as férias proporcionais e vencidas

Da mesma forma, o trabalhador que pede demissão resguarda seu direito a receber o valor das férias. Nesse caso, tanto para aquelas que o período aquisitivo já está preenchido (12 meses) quanto as proporcionais.

Ou seja, ao pedir demissão o quando vai receber conta com as férias que o trabalhador conquistou e, porém, não gozou a tempo. Igualmente, aquelas que estavam no período aquisitivo e ainda não haviam completado um ano.

Por exemplo, considere a conquista do direito às férias ainda em agosto de 2020 e o pedido de demissão em 15 de dezembro do mesmo ano. Assim, há o direito ao recebimento de um salário com 1/3 de adicional, correspondente ao período integral.

Da mesma maneira, recebe 4/12 meses de salário, com adicional de um terço, para as férias proporcionais.

Portanto, é preciso dividir o salário por 12. Depois, fazer a multiplicação pelo número de meses trabalhador por pelo menos 15 dias desde a última conquista do período de 12 meses de trabalho. Após, multiplicar o total por 1,3.

Quando pedir demissão quanto vou receber de FGTS?

Por fim, o trabalhador não tem direito ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ao pedir demissão. Contudo, ele não perde o valor, ele apenas permanece na conta do FGTS e, assim, admite movimentação futura.

Para isso, deve-se preencher os requisitos de movimentação que se revelam em algumas situações específicas. Dentre elas estão saques emergenciais e outras modalidades que podem ser vistas aqui.

Confira ainda: Como ver o Fundo de Garantia pelo celular? Aprenda em poucos passos

 

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Ana Follmann: Ana Cristina é formada em Direito pela Universidade Federal do Paraná e especializada em Direito do Trabalho. Apaixonada pela escrita e cultura pop, busca sempre deixar o mundo um pouco mais simples e longe do juridiquês. Contato: (65) 99924-8700 - contato@folhago.com.br
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